Anais do VI CBA – Resumo 16

  • Título: Acupuntura na intervenção de qualidade de vida dos portadores de Miastenia Gravis – Relato de caso
  • Autores: Nelciane Luciano de Oliveira Gomes, Denise Veloso Queiróz Moreira
  • DOI:10.7436/2016.6cba-13cpa.16
  • Resumo: Contextualização: Miastenia Gravis (MG) constitui a doença autoimune da junção neuromuscular. É uma desordem potencialmente grave, porém tratável, cuja característica principal é fraqueza flutuante dos músculos voluntários, que agrava com a repetição de movimentos e melhora com o repouso. O tratamento é feito a base de drogas anticolinesterásicas, as quais apresentam graves efeitos colaterais, nesse cenário a acupuntura pode ser uma terapia eficaz sem prejuízo ao organismo já que sua ação induz a liberação de neurotransmissores com finalidade analgésica, antidepressiva, antiansiolítica e antiinflamatoria. Objetivo: O objetivo deste estudo foi avaliar a eficácia da acupuntura na melhoria da qualidade de vida de uma portadora de MG. Metodologia: O estudo foi de relato de caso de uma voluntária com 33 anos, portadora há 5 anos, grau 2b na escala de classificação de Osserman. Como instrumento de avaliação utilizou-se SF36 e Escala Visual Analógica – EVA adaptada (cansaço). Foram realizados 10 atendimentos e os acupontos selecionados foram BP6 (Sanyinjiao), R3 (Taixi), VC17 (Danzhong), IG11 (Quchi), E36 (Zusanli), BP3 (Taibai), VC12 (Zhongwan), Yintang. Resultados: Após o tratamento segundo a avaliação pelo SF36 houve melhora no estado geral de saúde, capacidade funcional, dor, vitalidade, limitação por aspectos físicos e emocionais e saúde mental. Na EVA reduziu o nível de 8 para 5 pontos. Na classificação de Osserman não houve alteração. Conclusão: Após análise dos resultados do estudo verificou-se que a acupuntura pode ser uma grande aliada no tratamento da MG, melhorando a qualidade de vida de indivíduos acometidos por essa doença.
  • Palavras-chave: miastenia gravis, acupuntura, qualidade de vida.